Entrevista 20# Ace

entrevista_LOPRJ

Olá pessoal, hoje teremos a honra de entrevistar o jogador que responde pelo nick de “Ace” o vencedor da primeira rodada do torneio referente ao dia 30/03/2014 na LOP-RJ do Rio Anime Club!

10150872_502174773221490_1826224121_nPedro Nogueira, que utiliza o nickname “Ace” in-game foi o vencedor da primeira rodada que correspondia a regra Overused Metagame apesar se ser sua primeira LOP!
Com seu excelente desempenho ele obteve a premiação do dia e prestígio por realizar uma excelente campanha, a seguir você pode conferir a nossa entrevista!

LOP-RJ:O que você achou do evento Rio Anime Club e do torneio da LOP-RJ?
Ace: Esse já é meu quarto Rio Anime Club, nessa edição eles trouxeram uma banda que fez um ótimo show ao vivo, nas partidas finais do torneio
eu fiquei cantando alto as músicas, tentando pelo menos, enquanto jogava(para a tristeza dos meus adversários…).
O torneio da LOP foi excelente, as regras foram sólidas e o evento bem conduzido. A maneira como a LOP trata o jogo com regras do competitivo
deixa uma atmosfera mais séria a respeito de como as partidas são conduzidas. Quem conhece essa maneira mais profunda de jogar Pokemon se sente em casa
e quem ainda não viu sente o gostinho de aprender mais sobre o assunto.
LOP-RJ: Qual o diferencial do seu time?
Ace: Sobre o time single OU, se houvesse um livro sobre “Batalha Pokemon Competitiva OU X/Y” esse time seria um exemplo, ele contém um fortíssimo
core “Bulky/Offensive” Water/Grass/Fire sendo o Heatran e a Mega Venusaur as barreiras especial e física respectivamente. Esses dois apresentam
muita sinergia e conseguem punir trocas constantes do adversário com Burns do Lava Plume e roubo de vida com Leech Seed. Greninja e sua velocidade associada
ao protean dispensam comentários e, sendo o pokemon mais ofensivo desse “core”, consegue cavar buracos no time adversário e mantém o “momentum” ao meu lado
com o U-turn. Os outros pokemon do time fazem uma bela adição, mas na minha opinião, esse “core” sólido é o que faz o time ser diferenciado.
LOP-RJ:Qual a desvantagem do seu time?
Ace: Medicham, haha. (Mega)Medicham carrega ferramentas que conseguem destruir todos os meus pokemon mais defensivos, em outras palavras, eu não tenho um
“xeque(como no Xadrez)” para ele, isso ficou bem claro na luta contra o Gym Leader Parabous. Esse time sofreu várias alterações de movesets
para chegar nessa forma, nas minhas partidas online eu percebi que para lidar diretamente com os pokemon: Cloyster de Shell Smash, Mega Medicham, Mega Venusaur (dentre outros) eu teria que sacrificar vagas no time onde eu conseguia lidar com outras 10 ameaças mais comuns do metagame atual.
A “dança das cadeiras” na formação de um time tem que parar em algum momento!
De um modo geral, os pokemons desse time são muito usados tanto online quanto offline, suas estratégias são sólidas porém conhecidas, isso deixa o oponente um passo a frente. E dos 6 membros, apenas um tem movimento estritamente de recovery, isso associado a falta de um spinner/defoger me deixa numa posição onde o tempo é aliado do adversário, dano residual é uma ameaça potencialmente perigosa para esse time.
LOP-RJ:Os times que você enfrentou na LOP-RJ estavam de acordo com as suas expectativas ou você teve alguma(s) surpresa(s)?
Ace: Essa foi minha maior motivação para disputar esse torneio, saber como o cenário carioca de pokemon interpretava o metagame. Encontrei vários tipos
de players, desde os que não tinham muita experiência até os que tinham times demolidores. Eu estou analisando alguns replays e fiquei impressionado com o
controle do jogo que os jogadores mais experientes exercem.
Entendo que o torneio seja mata-mata por falta de tempo, mas muita coisa acontece em apenas uma partida. Seja hax, seja interpretação errada…
No meu caso, no início fiquei em cima do muro pois não sabia como eu deveria lutar com o oponente. Jogando online, pelo seu Ranking/MMR/Elo, você pode assumir que a pessoa tem a experiência de jogo semelhante à sua, sendo assim, você deve ser mais cauteloso, ou até mesmo mais arriscado pois você sabe “predicar” o que ele fará. No torneio da LOP eu não tinha idéia do que eu iria encontrar, em apenas uma partida de pokemon, perder 2 ou 3 turnos por engano pode ser fatal. Foi uma experiência fantástica!
LOP-RJ:Desde quando você participa dos campeonatos das LOP-RJ?
Ace: Esse foi meu primeiro, eu conheci os torneios da LOP através de um casal de amigos meus, Marco e Nathalia, que inclusive me deram o Heatran que eu usei no domingo. São jogadores formidáveis e espero vê-los competindo também.
Pretendo me fazer mais presente ir a mais torneios da LOP. Na ultima edição do RAC que eu fui não competi por falta de time, felizmente ganhei uma Meloetta Adamant japonesa na distribuição que fizeram.
LOP-RJ:O que você poderia dizer para os jogadores que querem participar dos torneios da LOP-RJ?
Ace: Treinem, e muito. Não há fórmula mágica para jogar pokemon competitivo. Teste seus times em simuladores online contra brasileiros e gringos antes de montá-los no 3DS. Não fique apenas no simulador, vá atrás daquele “Chain Breed” pra ter seu Tyranitar com dragon dance! Isso fortalece sua experiência como gamer e te aproxima mais do jogo e dos outros jogadores, simuladores são muito impessoais. Leia muitos artigos de pokemon competitivo e análises de time em fóruns/sites (A LOPRJ, por exemplo, faz análise de times). Assista muitas batalhas em simuladores, em canais de youtube, em encontros/torneios. Tente saber um pouco da história do metagame, se você começou a pouco tempo, descubra por que diabos baniram o blaziken por exemplo e, se possível, discuta isso com outros jogadores. (No torneio, eu discuti o metagame com os outros jogadores e foi muito enriquecedor).
LOP-RJ:Qual a mensagem que você deixa para os jogadores?
Ace: Pokemon é um jogo universal, ou seja, há inúmeras formas de apreciá-lo, mas o competitivo é o que o torna um jogo extremamente profundo e complexo.
Mesmo perdendo uma batalha, nem que seja por hax, tente descobrir o que você poderia ter feito diferente e não se apegue muito as vitórias, tudo é um  processo contínuo de aprendizado. A Nintendo pouco a pouco cede espaço paras os jogadores que querem seguir esse caminho, nessa geração, a facilidade de breedar pokemon com 5 IVs perfeitos e um sistema simples de controle de EVs é a prova disso.
Quando jogado em alto nível, Pokemon é uma mistura de Poker com Xadrez onde exige concentração, conhecimento teórico e, em alguns casos, saber blefar para arriscar uma jogada. É um jogo único sem dúvida alguma!
 

E essa foi nossa entrevista, o que acharam? Eu particularmente gostei bastante de saber mais sobre o que pensa um possível futuro jogador de pokémon reconhecido em nosso estado, e torço para que isso aconteça!
E por enquanto é só, fiquem ligados para mais!

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